Gordura na barriga pode prejudicar memória e aumentar risco de demência. Cuidado!

Perder barriga é o desejo de muitas pessoas, e a alimentação costuma ter relação direta com a gordura localizada nesta região. Na maioria das vezes, este acúmulo de gordura vem da ingestão de carboidratos simples, presentes em pães, massas, doces, refrigerantes e bebidas alcoólicas. Além do incômodo estético, a barriga costuma ser um fator de risco para a saúde cardiovascular. Colesterol, hipertensão, diabetes e outros problemas de saúde podem surgir quando a cintura está maior do que o indicado. Se você está com excesso de peso ou tem a cintura muito larga, cuidado!

Isso pode afetar seu cérebro. Uma recente pesquisa tem relacionado o excesso de massa corporal – particularmente a gordura localizada ao redor da barriga – a uma diminuição preocupante no volume do cérebro. Mas é preciso tomar cuidado: “A pesquisa existente ligou o encolhimento do cérebro ao declínio da memória e um maior risco de demência, mas essa nova pesquisa, que investigou se a gordura corporal extra é protetora ou prejudicial ao tamanho do cérebro, foi inconclusiva”, diz o principal autor do estudo, Mark Hamer, da Universidade de Loughborough, na Inglaterra.

Alguns estudos sugeriram um declínio em certos tipos de células cerebrais de acordo com um aumento nos níveis de gordura corporal, mostrando uma causa potencial para o risco elevado de condições neurológicas. Mas nem todos os pesquisadores concordam com as descobertas, especialmente quando o peso mudou nos anos anteriores ao diagnóstico de demência. Para tentar desvendar os detalhes, os pesquisadores compararam as medições do índice de massa corporal (IMC) e as relações cintura-quadril com o volume de tecido nervoso. A relação cintura-quadril (RCQ) é o cálculo que se faz a partir das medidas da cintura e do quadril para verificar o risco que uma pessoa tem de desenvolver uma doença cardiovascular. Cada fator foi examinado por conta própria anteriormente – a diferença desta vez foi examiná-los como um efeito conjunto entre as relações cintura-quadril, assim como os IMCs.

Cerca de 10.000 participantes foram envolvidos no estudo, com idades variando de 40 a quase 70 anos. Medidas de altura e peso corporal total foram usadas para calcular uma pontuação do índice de massa corporal (um indicador tradicional da obesidade). As massas de gordura corporal também foram registradas e combinadas com outros detalhes para fornecer uma pontuação mediada pelo índice de gordura. As circunferências da cintura e quadril também foram medidas para se conseguir mais uma referência de ganho de peso. Pouco menos de um em cada cinco dos participantes qualificou-se como sendo obeso, a maioria dos quais eram menos propensos a serem fisicamente ativos, e mais propensos a ter doenças cardíacas e pressão alta. Levando em conta outros fatores que poderiam produzir diferenças no volume cerebral – como idade, tabagismo e exercícios – a equipe descobriu que o índice de massa corporal por si só poderia estar ligado a uma leve queda no volume de massa cinzenta.

Mas ter um IMC elevado e excesso de peso concentrado na cintura-quadril acabou sendo a preocupação real. Cerca de 1.300 pessoas se enquadram nessa categoria. Em média, eles tinham um volume cerebral de matéria cinzenta de apenas 786 centímetros cúbicos. Em comparação, os 3.000 indivíduos com IMC saudável e relação cintura-quadril tinham um volume médio de 798 centímetros cúbicos, enquanto aqueles com IMC alto e cintura relativamente fina chegavam a 793 centímetros cúbicos.

Fonte: Neurology

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