Adesivo para Alzheimer de graça no SUS: Veja quem tem direito e como funciona.

Adesivo para Alzheimer de graça no SUS: Veja quem tem direito e como funciona.

O que é Alzheimer

A Doença de Alzheimer é uma enfermidade incurável que se agrava ao longo do tempo, mas pode e deve ser tratada. Quase todas as suas vítimas são pessoas idosas. Talvez, por isso, a doença tenha ficado erroneamente conhecida como “esclerose” ou “caduquice”.

A doença se apresenta como demência, ou perda de funções cognitivas (memória, orientação, atenção e linguagem), causada pela morte de células cerebrais. Quando diagnosticada no início, é possível retardar o seu avanço e ter mais controle sobre os sintomas, garantindo melhor qualidade de vida ao paciente e à família.

De agora em diante, o SUS passará a oferecer o adesivo de rivastigmina, um tratamento que ajuda a amenizar os sintomas do Alzheimer. O medicamento já estava disponível em cápsulas e solução oral, mas o patch, que tem vantagens como menor impacto sobre o sistema gastrointestinal, ainda não estava incluído. Veja a seguir como ele age e quem poderá receber essa terapia.

Adesivo de rivastigmina no SUS: como age

A rivastigmina é um inibidor da colinesterase, classe de medicamentos que inibe a degradação da acetilcolina, um neurotransmissor relacionado à memória. Além da melhora da cognição, há também ação sobre os sintomas comportamentais e alterações funcionais da doença.

Já estão disponíveis no SUS as cápsulas e as gotas da rivastigmina, mas o patch só chegou agora.

De acordo com o relatório produzido pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS, a Conitec, náuseas e vômitos costumam ser fatores que dificultam o seguimento do tratamento com a rivastigmina oral. O adesivo, que mostrou-se tão eficaz quanto as cápsulas e as gotas, foi criado pensando em evitar esses efeitos adversos.

Quem receberá o tratamento

A resolução de incorporação do medicamento no SUS, publicada no Diário Oficial da União, não especifica para que portadores do Alzheimer será oferecido o tratamento. Espera-se, então, que todo paciente que tenha recomendação e prescrição médica para usar o adesivo tenha acesso a ele. Segundo a Conitec, ele está recomendado para pessoas com Alzheimer leve a moderadamente grave.

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