Pancreatite Aguda e Crônica Qual é o Sintomas?

Pancreatite aguda é uma inflamação súbita do pâncreas que pode ser leve ou potencialmente letal, mas normalmente cessa. Cálculos biliares e abuso de álcool são as principais causas da pancreatite aguda. Dor abdominal grave é o sintoma principal. Exames de sangue e de imagens, como radiografias e tomografia computadorizada, auxiliam o médico a fazer o diagnóstico. Seja leve ou grave, a pancreatite aguda geralmente requer hospitalização.

Cálculos biliares (doença do trato biliar) e abuso constante e intenso de álcool são responsáveis por quase 80% das hospitalizações por pancreatite aguda. A pancreatite aguda causada por cálculos biliares é quase 1,5 vez mais frequente em mulheres do que em homens. Normalmente, o pâncreas secreta suco pancreático no duodeno através do canal pancreático. O suco pancreático contém enzimas digestivas e inibidores inativos que desativam quaisquer enzimas que sejam ativadas no trajeto até o duodeno. A obstrução do canal pancreático por um cálculo biliar preso no esfíncter de Oddi interrompe o fluxo do suco pancreático. Normalmente, a obstrução é temporária e causa um dano limitado, que é rapidamente reparado. Contudo, se a obstrução persistir, as enzimas ativadas acumulam-se no pâncreas, ultrapassam a capacidade dos inibidores e começam a digerir as células do pâncreas, provocando uma grave inflamação.

Beber mais que 100 ml de álcool por dia (uma garrafa de vinho, oito garrafas de cerveja ou 300 ml de destilados) por mais de três a cinco anos, pode fazer com que os pequenos canais do pâncreas que drenam no canal pancreático fiquem obstruídos, resultando, assim, em uma pancreatite aguda. Uma crise de pancreatite pode ocorrer após uma ingestão excessiva de álcool ou após uma refeição excessivamente abundante. Existem muitos outros distúrbios que também podem causar pancreatite aguda. Em algumas pessoas, a pancreatite aguda é hereditária. Foram identificadas mutações genéticas que predispõem as pessoas a desenvolverem pancreatite aguda. Pessoas com fibrose cística ou que possuem o gene da doença têm maior risco de desenvolver pancreatite aguda e crônica. Muitos medicamentos podem irritar o pâncreas. Normalmente, a inflamação melhora quando os medicamentos são interrompidos. Vírus podem causar pancreatite, que costuma ser de curta duração.

Causas e tipos de Pancreatite

A pancreatite pode ser aguda, crônica ou hereditária, e qualquer uma das três é grave, podendo causar complicações ao paciente.

Pancreatite aguda

Este tipo ocorre devido a inflamação do pâncreas, que ocorre de maneira súbita e, geralmente, cura-se com poucos dias com o tratamento. Porém, este tipo pode ser fatal com complicações graves. Sua causa mais comum é a presença de cálculos biliares, ou seja, pequenas “pedras” formadas por bile que endureceu. São elas que causam a inflamação no pâncreas quando passam através do ducto biliar comum. Outra causa é o uso crônico de álcool. A pancreatite aguda pode ocorrer dentro de horas ou até 2 dias depois que o paciente consome álcool. Outras causas deste tipo de pancreatite aguda são:

Trauma abdominal.

Medicamentos.

Infecções.

Tumores.

Anormalidades genéticas do pâncreas.

A cada ano, milhares de pessoas são admitidas em hospitais com a doença.

Pancreatite crônica

Este tipo é uma inflamação do pâncreas que não melhora, ou cura, e vai piorando ao longo do tempo, levando a lesões permanentes. A pancreatite crônica, igualmente a pancreatite aguda, ocorre quando as enzimas digestivas atacam o pâncreas e os tecidos vizinhos, causando episódios de dor. Em crianças, a pancreatite crônica é rara é mais comum o trauma de pâncreas e pancreatite hereditária como tipos de pancreatite conhecidas na infância. Crianças com fibrose cística (doença pulmonar progressiva e incurável) podem estar sob risco de desenvolver a doença, contudo, as causas nas crianças são desconhecidas.

Geralmente, acomete mais os indivíduos entre 30 e 40 anos de idade. A causa mais comum de pancreatite crônica é o uso pesado de álcool por muitos anos. A forma crônica da pancreatite pode ser desencadeada por um ataque agudo que danifica o ducto pancreático. O ducto danificado faz com que o pâncreas se torne inflamado. A cicatriz tecidual se desenvolve e o pâncreas é lentamente destruído.

Entre as causas do tipo crônico, estão:

Desordens hereditárias do pâncreas.

Fibrose cística: é a mais comum das desordens hereditárias que levam à pancreatite crônica.

Hipercalcemia: altos níveis de cálcio no sangue.

Hiperlipidemia ou hipertrigliceridemia: níveis altos de gorduras no sangue.

Determinados medicamentos.

Certas condições autoimunes.

Causas desconhecidas.

Pancreatite hereditária

A pancreatite hereditária pode acometer em uma pessoa mais jovem, abaixo de 30 anos, porém esta mesma pessoa pode não ser diagnosticada por muitos anos. Sintomas esporádicos, como dor abdominal e diarreia que duram vários dias ao longo do tempo, podem progredir para pancreatite crônica. O diagnóstico de pancreatite hereditária é comprovado se a pessoa tem dois ou mais membros da família com pancreatite em mais de uma geração.

Sintomas da Pancreatite

Os sintomas variam acordo com o tipo da pancreatite. Vejamos cada uma:

Pancreatite aguda

Começa com uma dor gradual ou súbita no abdômen superior (que às vezes se irradia para o dorso) podendo ser suave no início e piorar depois de comer. A dor ainda pode se tornar frequente e durar vários dias. O paciente da pancreatite aguda geralmente parece e se sente muito doente, precisando, então, de atenção médica imediata.

Entre os sintomas mais comuns da pancreatite aguda estão:

Abdome distendido e sensível, ou seja, barriga inchada.

Náuseas.

Dor abdominal intensa.

Icterícia.

Vômitos.

Febre.

Pulso rápido.

Desidratação e pressão baixa; por causas destes sintomas, o coração, pulmões ou rins podem falhar. Se ocorrer hemorragia no pâncreas, o choque e até mesmo a morte podem se seguir.

Pancreatite crônica

Os sintomas dos pacientes com pancreatite crônica podem ser:

Dor em abdome superior, mas também podem ser assintomáticas em relação à dor. Quando ocorre, pode se irradiar para as costas, piorar ao comer ou beber e tornar-se constante e incapacitante. Em outros casos, a dor abdominal vai embora quando a doença piora, pois o pâncreas parou de produzir enzimas digestivas.

Náuseas. Vômitos.

Perda de peso sem motivo aparente mesmo quando o apetite e hábitos alimentares do paciente estão normais. Quando o corpo não secreta enzimas pancreáticas suficientes para digerir o alimento acontece a perda de peso, pois os nutrientes não são absorvidos normalmente. Esta má digestão pode levar à desnutrição, por casa da excreção de gordura nas fezes.

  • Diarreia.
  • Diabetes, pois o pâncreas vai perdendo suas funções endócrinas e exócrinas.
  • Fezes gordurosas e amareladas.
  • Níveis de açúcar no sangue aumentam.
  • Pancreatite hereditária
  • Os sintomas são os mesmos da pancreatite aguda.
  • Grupos e fatores de risco
  • Há dois grupos de risco da Pancreatite:
  • Ocorrem mais frequentemente em homens do que em mulheres, ambos os tipos da doença.
  • Acomete mais pessoas que fazem grande uso de bebidas alcoólicas.
  • E entre os fatores de risco estão:
  • Altos níveis de triglicerídios no sangue.
  • Cálculos biliares.
  • Cirurgia abdominal.
  • Certos medicamentos.
  • Câncer de pâncreas.
  • Colangiopancreatografia retrógrada endoscópica.
  • Hipercalcemia (cálcio elevado no sangue).
  • Fibrose cística.
  • Histórico familiar.
  • Ingestão de altas doses de bebidas alcoólicas.
  • Lesão no abdome.
  • Tabagismo.

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