Primeiros sintomas de Alzheimer afetam emoção, atenção e memória. Identifique:

O cérebro humano tem habilidades incríveis. Infelizmente, o mal de Alzheimer pode destruir a maior parte dessas habilidades.

A demência causa consequências terríveis, como:

  • – Perda de memória
  • – Raciocínio lento
  • – Dificuldade em se expressar
  • – Mudanças bruscas de comportamento

A chance de sintomas como esses serem o resultado da doença  Alzheimer é de 60% a 70%.

Alzheimer é uma das doenças degenerativas mais temida da atualidade, já que, pouco a pouco, elimina as lembranças e modifica o comportamento. Incurável, ainda não há bases comprovadas para prevenção, mas sabe-se que o diagnóstico precoce pode atrasar seu desenvolvimento. Descubra a seguir quais são os sintomas de Alzheimer na fase inicial.

O que é Alzheimer

De acordo com o professor Doutor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, Hudson Buck, Alzheimer é uma doença neuro-degenerativa progressiva, ou seja, que se agrava ao longo do tempo. Ela provoca o declínio de funções cognitivas – como memória, orientação, atenção e linguagem -, reduz a capacidade de trabalho e relação social e interfere no comportamento e na personalidade.

Causas

O especialista ressalta que não se sabe ao certo quais são as causas da doença, mas algumas teorias indicam o acúmulo de placas do aminoácido beta-amilóide e a fosforilação (ato de formar um fosfato) pela a proteína Tau. Contudo, pesquisas ainda estão em desenvolvimento. O que se sabe é que essas alterações, que em parte têm base genética, fazem com que haja uma redução do número de células nervosas e suas conexões, o que resulta no encolhimento do córtex e do hipocampo, que é a parte do cérebro responsável pela memória, aprendizagem e emoção.

Fatores de risco

O principal fator relacionado ao Alzheimer é a idade, visto que após os 65 anos o risco de desenvolver a doença dobra a cada cinco anos. Segundo o professor Hudson Buck, 98% dos casos da doença ocorrem em pessoas acima dos 60 anos, sendo que mulheres têm risco maior, provavelmente pelo fato de viverem mais do que os homens. Além disso, marcadores genéticos podem aumentar a incidência em alguns casos.

Primeiros sintomas da doença de Alzheimer:

Entre os primeiros sinais de Alzheimer o mais marcante é a perda de memória progressiva, principalmente relacionada a fatos recentes. geralmente, o esquecimento relacionado à doença é do tipo que não pode ser sanado “tentando puxar o fato pela memória”, é um tipo diferente de “branco”. Esse sintoma é comum na velhice, mas no Alzheimer é mais intenso, a ponto de atrapalhar ou impossibilitar atividades do dia a dia.

Contudo, a Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz) revela que na fase inicial também pode surgir:

  • Instabilidade emocional
  • Mudanças de comportamento
  • Dificuldade de concentração e coordenação
  • Dificuldade em tomar decisões
  • Problemas em realizar tarefas que costumavam ser feitas
  • Demais sintomas de Alzheimer
  • Com o progresso da doença, passa a ser frequente:
  • Dificuldade de linguagem e planejamento
  • Desorientação em relação ao tempo e espaço
  • Problemas de raciocínio e locomoção
  • Não reconhecimento de amigos e familiares
  • Depressão, apatia, agressividade, fagitação ou ansiedade
  • Delírios e alucinações
  • Perda do controle das necessidades fisiológicas, como urinar
  • Primeiros sintomas de Alzheimer precoce

A doença de Alzheimer precoce, que ocorre em pessoas com menos de 60 anos, representa aproximadamente 2% dos casos. O professor da Santa Casa de SP, Hudson Buck, ressalta que o acometimento afeta indivíduos de 50 e 60 anos, não atingindo jovens. Nestes casos, os sintomas são os mesmos que ocorrem em outras idades.

Diagnóstico de Alzheimer

Segundo o especialista, há métodos clínicos que permitem o diagnóstico relativamente preciso da doença, mas devem ser aplicados por um médico treinado. Já a Academia Brasileira de Neurologia defende que não há exames precisos para confirma o Alzheimer além da identificação clínica dos sintomas e a realização de exames diferenciais, como alguns testes laboratoriais e de imagem. Assim, o ideal é anotar as alterações de comportamento e relatá-las a seu médico o quanto antes, visto que o diagnóstico prévio permite que o avanço da doença seja retardado e a qualidade de vida seja preservada por mais tempo.

Atraso no diagnóstico

Apesar de não existirem dados epidemiológicos oficiais sobre o atraso no diagnóstico da doença, a confirmação tardia da doença é frequente, muitas vezes fruto da ideia de que esquecer fatos é algo inerente ao envelhecimento. Assim, para diferenciar o esquecimento normal do causado pelo Alzheimer observe os sintomas de forma específica, buscando atos como: falta de memória de fatos recentes, esquecer onde guardou objetos e achar que outras pessoas os esconderam, não se lembrar de palavras com frequência e não tomar decisões simples, como escolher a roupa que usará.

Tratamento

A terapia principal consiste no uso de medicamentos inibidores da acetilcolinesterase, uma enzima que degrada a molécula acetilcolina, diretamente ligada aos processos de memória. Também são administradas fórmulas à base de cloridrato de memantina, que tem função protetora das células nervosas e ainda pode melhorar o sistema cognitivo. Porém, o professo Hudson Buck ressalta que a substância não retarda a doença e seus efeitos variam de pessoa para pessoa.

Além disso, podem ser receitados outros medicamentos, como o adesivo de rivastigmina para Alzheimer, que também age contra os sintomas. Já as alterações de humor e comportamento são controladas com medicações específicas, como ansiolíticos e neurolépticos. Terapias fonoaudiológicas, psicológicas e fisioterapêuticas também são importantes. Os cuidados ainda se estendem à família, uma vez que é difícil lidar com tal condição degenerativa. Orientações quanto ao progresso da doença, cuidados e adaptações são necessárias.

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