Qual o risco de um sinal de pele ser um câncer?

O câncer da pele responde por 33% de todos os diagnósticos desta doença no Brasil, sendo que o Instituto Nacional do Câncer (INCA) registra, a cada ano, cerca de 180 mil novos casos. O tipo mais comum, o câncer da pele não melanoma, tem letalidade baixa, porém, seus números são muito altos. A doença é provocada pelo crescimento anormal e descontrolado das células que compõem a pele. Essas células se dispõem formando camadas e, de acordo com as que forem afetadas, são definidos os diferentes tipos de câncer. Os mais comuns são os carcinomas basocelulares e os espinocelulares. Mais raro e letal que os carcinomas, o melanoma é o tipo mais agressivo de câncer da pele.

Como saber se seus sinais de pele são benignos ou um câncer de pele. Qual o risco de um sinal de pele ser um câncer? É isso que você vai saber agora neste artigo. É muito difícil encontrar alguém que não tenha um só sinal na pele. Em média, a maioria das pessoas tem pelo menos dez deles.

Os sinais – ou pintas – podem surgir em qualquer parte do corpo e, normalmente, aos 20 anos de idade.  Apesar de as pintas serem determinadas pelos padrões genéticos, a exposição ao sol pode desencadear um maior número delas pela pele. Além disso, com o sol, a idade e até a gestação, aquelas pintas que você já tem podem ficar ainda mais escuras.  Mas quando devemos nos preocupar com um sinal? Como avaliar seu formato, cor e características? Primeiro, é preciso identificar os tipos de sinais que existem na pele.

Sinais congênitos: Quando um sinal está presente na pele desde o nascimento, ele é chamado de sinal congênito ou nevo congênito. Cerca de 1% das pessoas tem sinais congênitos e esses são as que correm maior risco de se transformar em câncer de pele.

Sinais adquiridos: Os sinais adquiridos são os mais comuns e geralmente se desenvolvem durante a infância ou início da idade adulta. Eles são pequenos e, na maioria das vezes, surgem em decorrência da exposição solar.  A maioria dos sinais adquiridos não se transformará em câncer de pele.

Sinais atípicos: Os sinais atípicos (também conhecidas como nevos displásicos) são maiores que uma borracha de lápis e têm uma forma irregular. Essas pintas são geralmente de cor irregular, com um centro marrom escuro. As bordas possuem uma cor mais clara ou avermelhada, e irregularidades ou pontos pretos ao redor da borda. Os sinais atípicas tendem a se manifestar em várias pessoas da mesma família e podem estar em maior risco de evoluir para câncer de pele.

Se você perceber uma pinta suspeita em sua pele, procure imediatamente seu dermatologista, pois ela pode ser um sinal precoce de melanoma, que é uma forma de câncer de pele que pode ser fatal. Examine a sua pele regularmente, procurando por qualquer nova pinta ou alterações nas que você já tem. Se você tem um histórico familiar de sinais atípicos ou câncer de pele, ou um grande número de sinais ou sardas, seu médico pode sugerir que você consulte um dermatologista para avaliações regulares da pele. É importante avaliar as pintas considerando o ABCDE do melanoma.

A para assimetria: Um sinal em que metade dele não se parece com a outra.

B para borda irregular: um sinal mole com uma borda recortada ou mal definida.

C para cores variadas: um sinal que consiste em vários tons de preto, marrom, branco, vermelho e / ou azul.

D para diâmetro grande: um sinal que tem um diâmetro maior que o de uma borracha para lápis

E para evoluir: um sinal que tenha tamanho, forma ou cor que muda com o tempo

Além disso, observe:

Novos sinais: um sinal que se desenvolve, especialmente se aparecer depois dos 20 anos

Sinais incômodos: uma pinta que sangra, coça ou é dolorida

A maioria dos sinais é inofensiva. Mas, para se sentir seguro, tenha a certeza de que não há risco de câncer. E se houver esse risco, quanto antes for detectado, maiores as chances de cura.

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