O pau-d’arco é uma planta muito rica em propriedades medicinais utilizada pelos índios brasileiros para tratar diversas doenças.

O estudo induziu o desenvolvimento de úlceras gástricas crônicas em ratos e os tratou com extrato etanólico de ipê-roxo duas vezes ao dia durante sete dias. Ao final da análise, houve redução em quase metade das úlceras gástricas tratadas com o extrato de ipê-roxo. O estudo concluiu que os compostos presentes na casca da árvore ipê-roxo apresentam propriedades significativas capazes de proporcionar a cicatrização das úlceras gástricas. O efeito se dá pelo aumento do conteúdo de muco e da proliferação celular, confirmando a utilidade do ipê-roxo para o tratamento desse tipo de condição.

Você já ouviu falar em pau-d’arco, tabebuia, ipê, ipê-roxo, lapacho, piúna, tahuari e taheebo? Pois todos esses nomes são comumente usados para identificar a planta de nome científico Handroanthus impetiginosus. Essa árvore é encontrada em todas as florestas tropicais da América Central e do Sul. Aqui no Brasil é encontrada principalmente no Acre, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Goiás, Rio de Janeiro e São Paulo. Suas folhas largas podem atingir 150 pés de altura e são muito usadas para fins terapêuticos, proporcionando muitos benefícios à saúde, já que contém substâncias antioxidantes, como alcaloides e flavonóides.

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Em estudo, cientistas descobriram que o pau-d’arco é eficaz contra a malária e alguns tipos de células tumorais. A casca de pau-d’arco contém naftoquinonas e quantidades significativas de quercetina, que estimulam o sistema imunológico , limpam o corpo e estimulam a produção de glóbulos vermelhos. E mais: o pau-d’arco é considerado analgésico, antioxidante, antiparasitário, antimicrobiano, antiviral, adstringente, anti-inflamatório, antibacteriano, antifúngico e laxante. Acredita-se que tenha, inclusive,  propriedades anticancerígenas.

Entre os Incas antigos e nativos das florestas tropicais da América do Sul, a planta era usada como um importante remédio herbal em forma de tônico para fortalecer o corpo e melhorar a saúde geral. Os curandeiros indígenas usam as folhas e a casca para tratar feridas, dor nas costas, dor de dente e picada de cobra.

O pau-d’arco é muito eficaz também no tratamento contra a malária, colite, problemas respiratórios, resfriados, tosse , gripe , febre, câncer, lúpus, doenças infecciosas, inflamação da próstata, doenças sexualmente transmissíveis, furúnculos e úlceras. Quem sofre de pressão alta também pode usar o pau-d’arco como remédio natural. Ele ajuda ainda contra má circulação e anemia e pode proteger contra doenças cardiovasculares e aliviar a dor causada pela artrite e pelo reumatismo. Nos centros fitoterápicos dos Estados Unidos e da Europa, a erva tem sido usada como um remédio herbal para psoríase, doença hepática, doença de Hodgkin, osteomielite, doença de Parkinson e alergias, além de infecções fúngicas ou cândida. A casca cozida poder ser usada como cataplasma ou lavagem para tratar inflamações da pele, infecções fúngicas, hemorroidas, eczema e feridas.

Atenção:

Para uso em Cápsulas: a dosagem é 300 – 500 mg três vezes por dia. Tintura (1: 5): 0,5 – 1 mL (cerca de 1/8 – ¼ tsp.) Duas ou três vezes por dia. Decocção: cozinhe a casca seca por pelo menos 8 minutos e beba de meia a uma xícara de 2 a 4 vezes por dia. Não prepare como infusão (ou seja, mergulhando sem ferver), pois os componentes não se soltam facilmente na água. Você encontra o pau-d’arco também em forma de pomada para aplicação tópica.

Importante

O pau-d’arco é uma planta muito forte e, por isso, consulte seu médico antes de usá-la.

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